COMPONENTES DO CONDICIONAMENTO FÍSICO ASSOCIADOS AO RISCO DE LESÕES MUSCULOESQUELÉTICAS EM MILITARES
RAFAEL CHIEZA FORTES GARCIA
Teses e Dissertações
Português
2024 DIS 355.233.22 G216c
2024.
67 f.
Orientador: Prof. Drª. Fabricia Geralda Ferreira
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Programa de Pós-Graduação em Desempenho Humano Operacional da Universidade da Força Aérea como requisito parcial para obtenção do título de Mestre em Desempenho Humano Operacional.
A prática de atividade física relaciona-se diretamente à promoção da saúde
e prevenção de diversas doenças, entretanto, é comum a ocorrência de lesões
musculoesqueléticas (LME) decorrentes da atividade militar. Essas lesões causam um número
substancial de dias de trabalho perdidos, com impacto... Ver mais
e prevenção de diversas doenças, entretanto, é comum a ocorrência de lesões
musculoesqueléticas (LME) decorrentes da atividade militar. Essas lesões causam um número
substancial de dias de trabalho perdidos, com impacto... Ver mais
A prática de atividade física relaciona-se diretamente à promoção da saúde
e prevenção de diversas doenças, entretanto, é comum a ocorrência de lesões
musculoesqueléticas (LME) decorrentes da atividade militar. Essas lesões causam um número
substancial de dias de trabalho perdidos, com impacto econômico significativo, tanto pelo custo
de tratamento, quanto por processos de reforma, além da perda da operacionalidade da tropa.
Durante uma lesão, vários componentes do condicionamento físico podem ser comprometidos.
Por isso, diversas Forças Armadas pelo mundo buscam formas de melhorar as capacidades
físicas de seus soldados, não só buscando novos métodos de treinamento físico, mas também
identificando fatores de risco para as lesões musculoesqueléticas, instituindo programas de
prevenção de lesão, que em última análise leva a resultados positivos tanto para a saúde, quanto
para o desempenho de suas funções militares. OBJETIVO: Investigar os fatores de risco de
lesões musculoesqueléticas relacionados aos componentes do condicionamento físico em
militares recém incorporados ao Exército Brasileiro, bem como o impacto de lesões prévias.
MÉTODOS: Foram realizados dois estudos: uma revisão sistemática (estudo 1), buscando
estudos já existentes sobre o impacto de lesões musculoesqueléticas prévias nos componentes
do condicionamento físico de militares na literatura e um estudo de coorte prospectivo (estudo
2) que buscou investigar a associação entre componentes do condicionamento físico e o risco
de lesões musculoesqueléticas em um grupo de militares recém incorporados ao Exército
Brasileiro ao longo do ano. RESULTADOS: Os resultados do estudo 1 evidenciaram que
militares com LME prévias podem exibir déficits residuais de força muscular. O estudo 2
mostrou que 37 militares de um total de 140, sofreram algum tipo de LME, sendo os membros
inferiores, especialmente joelho e tornozelo, foram as articulações mais afetadas. O treinamento
físico militar foi o principal contexto dessas lesões, sendo a maioria classificada como leve,
com até 7 dias de afastamento. A LME por sobreuso foi a mais frequente, sem diferença
significativa entre grupos com e sem LME prévia em relação ao condicionamento físico. A
história de LME prévia e déficit de equilíbrio foram os maiores preditores para novas lesões,
seguidos pelo desempenho ruim em testes de corrida. CONCLUSÃO: A história prévia de
LME e o déficit de equilíbrio são indicativos significativos para o surgimento de novas LME
em recrutas do Exército Brasileiro, juntamente com o desempenho em testes de corrida. Esses
achados podem ter implicações importantes para intervenções preventivas e programas de
treinamento direcionados à redução do risco de LME em contextos militares. Ver menos
e prevenção de diversas doenças, entretanto, é comum a ocorrência de lesões
musculoesqueléticas (LME) decorrentes da atividade militar. Essas lesões causam um número
substancial de dias de trabalho perdidos, com impacto econômico significativo, tanto pelo custo
de tratamento, quanto por processos de reforma, além da perda da operacionalidade da tropa.
Durante uma lesão, vários componentes do condicionamento físico podem ser comprometidos.
Por isso, diversas Forças Armadas pelo mundo buscam formas de melhorar as capacidades
físicas de seus soldados, não só buscando novos métodos de treinamento físico, mas também
identificando fatores de risco para as lesões musculoesqueléticas, instituindo programas de
prevenção de lesão, que em última análise leva a resultados positivos tanto para a saúde, quanto
para o desempenho de suas funções militares. OBJETIVO: Investigar os fatores de risco de
lesões musculoesqueléticas relacionados aos componentes do condicionamento físico em
militares recém incorporados ao Exército Brasileiro, bem como o impacto de lesões prévias.
MÉTODOS: Foram realizados dois estudos: uma revisão sistemática (estudo 1), buscando
estudos já existentes sobre o impacto de lesões musculoesqueléticas prévias nos componentes
do condicionamento físico de militares na literatura e um estudo de coorte prospectivo (estudo
2) que buscou investigar a associação entre componentes do condicionamento físico e o risco
de lesões musculoesqueléticas em um grupo de militares recém incorporados ao Exército
Brasileiro ao longo do ano. RESULTADOS: Os resultados do estudo 1 evidenciaram que
militares com LME prévias podem exibir déficits residuais de força muscular. O estudo 2
mostrou que 37 militares de um total de 140, sofreram algum tipo de LME, sendo os membros
inferiores, especialmente joelho e tornozelo, foram as articulações mais afetadas. O treinamento
físico militar foi o principal contexto dessas lesões, sendo a maioria classificada como leve,
com até 7 dias de afastamento. A LME por sobreuso foi a mais frequente, sem diferença
significativa entre grupos com e sem LME prévia em relação ao condicionamento físico. A
história de LME prévia e déficit de equilíbrio foram os maiores preditores para novas lesões,
seguidos pelo desempenho ruim em testes de corrida. CONCLUSÃO: A história prévia de
LME e o déficit de equilíbrio são indicativos significativos para o surgimento de novas LME
em recrutas do Exército Brasileiro, juntamente com o desempenho em testes de corrida. Esses
achados podem ter implicações importantes para intervenções preventivas e programas de
treinamento direcionados à redução do risco de LME em contextos militares. Ver menos
Physical activity practice is directly related to health promotion and
prevention of various diseases; however, musculoskeletal injuries (MSI) are common
occurrences in military activity. These injuries cause a substantial number of lost workdays,
with significant economic impact, both in... Ver mais
prevention of various diseases; however, musculoskeletal injuries (MSI) are common
occurrences in military activity. These injuries cause a substantial number of lost workdays,
with significant economic impact, both in... Ver mais
Physical activity practice is directly related to health promotion and
prevention of various diseases; however, musculoskeletal injuries (MSI) are common
occurrences in military activity. These injuries cause a substantial number of lost workdays,
with significant economic impact, both in terms of treatment costs and retirement processes, in
addition to the loss of troop operability. During an injury, various components of physical
conditioning may be compromised. Therefore, several Armed Forces around the world seek
ways to improve the physical capabilities of their soldiers, not only by promoting new physical
training methods but also by identifying risk factors for musculoskeletal injuries, instituting
injury prevention programs, which ultimately lead to positive outcomes for both health and
military job performance. OBJECTIVE: To investigate the risk factors for musculoskeletal
injuries related to physical conditioning components in newly recruited soldiers of the Brazilian
Army, as well as the impact of previous injuries. METHODS: Two scientific studies were
conducted: a systematic review (study 1), searching for existing studies on the impact of
previous musculoskeletal injuries on physical conditioning components of military personnel
in the literature, and a prospective cohort study (study 2) that aimed to investigate the
association between physical conditioning components and the likelihood of musculoskeletal
injuries in a group of newly recruited soldiers of the Brazilian Army over the course of a year.
RESULTS: Study 1 revealed that military personnel with previous musculoskeletal injuries
(MSI) may exhibit residual deficits in muscular strength. Study 2 demonstrated that out of 140
military personnel examined, 37 had experienced some form of MSI, with the lower limbs,
particularly the knee and ankle, being the most affected joints. Military physical training was
identified as the primary context for these injuries, with the majority classified as mild, resulting
in up to 7 days of absence. Overuse injuries were the most common, with no significant
difference observed between groups with and without previous MSIs in terms of physical
fitness. History of previous MSI and balance deficits were the strongest predictors for new
injuries, followed by performance in running tests. CONCLUSION: Previous MSI history and
balance deficit are significant indicators for the burden of new MSI in Brazilian Army recruits,
along with performance in running tests. These findings may have important implications for
preventive interventions and training programs aiming to reduce the risk of MSI in military
contexts Ver menos
prevention of various diseases; however, musculoskeletal injuries (MSI) are common
occurrences in military activity. These injuries cause a substantial number of lost workdays,
with significant economic impact, both in terms of treatment costs and retirement processes, in
addition to the loss of troop operability. During an injury, various components of physical
conditioning may be compromised. Therefore, several Armed Forces around the world seek
ways to improve the physical capabilities of their soldiers, not only by promoting new physical
training methods but also by identifying risk factors for musculoskeletal injuries, instituting
injury prevention programs, which ultimately lead to positive outcomes for both health and
military job performance. OBJECTIVE: To investigate the risk factors for musculoskeletal
injuries related to physical conditioning components in newly recruited soldiers of the Brazilian
Army, as well as the impact of previous injuries. METHODS: Two scientific studies were
conducted: a systematic review (study 1), searching for existing studies on the impact of
previous musculoskeletal injuries on physical conditioning components of military personnel
in the literature, and a prospective cohort study (study 2) that aimed to investigate the
association between physical conditioning components and the likelihood of musculoskeletal
injuries in a group of newly recruited soldiers of the Brazilian Army over the course of a year.
RESULTS: Study 1 revealed that military personnel with previous musculoskeletal injuries
(MSI) may exhibit residual deficits in muscular strength. Study 2 demonstrated that out of 140
military personnel examined, 37 had experienced some form of MSI, with the lower limbs,
particularly the knee and ankle, being the most affected joints. Military physical training was
identified as the primary context for these injuries, with the majority classified as mild, resulting
in up to 7 days of absence. Overuse injuries were the most common, with no significant
difference observed between groups with and without previous MSIs in terms of physical
fitness. History of previous MSI and balance deficits were the strongest predictors for new
injuries, followed by performance in running tests. CONCLUSION: Previous MSI history and
balance deficit are significant indicators for the burden of new MSI in Brazilian Army recruits,
along with performance in running tests. These findings may have important implications for
preventive interventions and training programs aiming to reduce the risk of MSI in military
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RAFAEL CHIEZA FORTES GARCIA
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RAFAEL CHIEZA FORTES GARCIA