EFEITOS DO TREINAMENTO DE CORRIDA CONTÍNUA E DO CROSS OPERACIONAL SOBRE A GORDURA VISCERAL DE MILITARES DO EXÉRCITO BRASILEIRO
ANDRÉ LUIZ CAMPOS MARTINS DOS SANTOS
Teses e Dissertações
2023 DIS355.233 S237e
2023.
77 f.
Orientador: Dra Fabrícia Geralda Ferreira
Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Desempenho Humano operacional da Universidade da Força Aérea, como requisito parcial para obtenção do título de Mestre, 2023
A prevalência da obesidade está crescendo mundialmente, sendo a obesidade central a maior
responsável por uma série de distúrbios metabólicos. Este problema atinge a população no
geral, inclusive militares, podendo comprometer a capacidade operacional individual e, por
sua vez, das Forças... Ver mais
responsável por uma série de distúrbios metabólicos. Este problema atinge a população no
geral, inclusive militares, podendo comprometer a capacidade operacional individual e, por
sua vez, das Forças... Ver mais
A prevalência da obesidade está crescendo mundialmente, sendo a obesidade central a maior
responsável por uma série de distúrbios metabólicos. Este problema atinge a população no
geral, inclusive militares, podendo comprometer a capacidade operacional individual e, por
sua vez, das Forças Armadas. O exercício físico pode ser considerado uma ferramenta segura
e barata para diminuição de vários indicadores de obesidade, dentre eles o tecido adiposo
visceral (TAV). No Exército Brasileiro (EB), o treinamento físico militar (TFM) tem por
finalidade desenvolver, manter ou recuperar a higidez física e a capacidade combativa da
tropa, empregando métodos de treinamento cardiopulmonares, que podem ser eficientes na
redução do TAV e na recuperação da saúde e operacionalidade dos militares. Visto a
associação do TAV com o risco cardiovascular, é necessário estudar os efeitos dos
treinamentos empregados pelo EB sobre esta variável. Este estudo objetivou avaliar os efeitos
dos treinamentos de corrida contínua (CC) e do cross operacional (CO) no TAV de militares
com sobrepeso / obesidade do EB. A pesquisa foi submetida ao Comitê de Ética em Pesquisa
com Seres Humanos (CAAE: 55950422.0.0000.9433; parecer nº: 5.345.670). Os militares que
consentiram em participar assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. A
amostra foi constituída por 26 militares, do sexo masculino, com o índice de massa corporal
(IMC) = 25 kg/m2
, randomizada em dois grupos: CC e CO com capacidade cardiorrespiratória
de 42,77 ± 6,93 ml/kg/min-1
(CC) e 43,61 ± 5,53 ml/kg/min-1
(CO). Realizou-se um protocolo
de intervenção por 12 semanas, com três sessões semanais. A intensidade e volume foram
aumentados conforme preconizado nos manuais de TFM do EB. Para o CC, considerou-se os
quadros de distribuição de cargas, utilizando como base de cálculo os resultados da corrida de
12 minutos do 1º Teste de Aptidão Física (TAF), realizado no início do estudo. O CO seguiu
um programa de treinamento com progressão de carga em três níveis de intensidade,
identificadas por cores, onde cada uma enfatiza cargas diferentes em cada mesociclo de
quatro semanas. Não houve acompanhamento da dieta alimentar durante o estudo, porém foi
solicitado aos militares que não alterassem seus hábitos alimentares durante a pesquisa. Foram
realizadas, pré e pós-intervenção, avaliações antropométricas e de composição corporal. A
estatura (m) foi medida com estadiômetro com precisão de 2 mm. O perímetro da cintura (PC;
cm) foi medido no ponto de menor perímetro entre a última costela e a crista ilíaca. A
composição corporal foi avaliada por meio de varredura de corpo inteiro em um aparelho GE
Healthcare® DXA. Dados de Massa Corporal (MC), índice de massa corporal (IMC), Massa
Gorda Total (MGT), Massa Magra Total (MMT), índice de massa gorda (IMG) e Percentual
de Gordura Corporal Total (%GC) foram obtidos. O TAV foi avaliado por meio do software
CoreScan, modelo enCore 2015, considerando a região androide (massa em g e volume em
cm³), medido em uma região de 5 cm de largura no abdômen logo acima da crista ilíaca,
coincidindo aproximadamente com a 4ª vértebra lombar no DXA de corpo inteiro pelo
software CoreScan TAV. Adotou-se como ponto de corte < 1025 cm2
ou 1086 g. O gasto
calórico médio nas sessões de treinamento foi monitorado quinzenalmente (semanas (S)1, 3,
5, 7, 9 e 11) , por meio de frequencímetro. Os dados foram analisados no software SPSS
versão 23.0, com a normalidade verificada pelo teste de Shapiro-wilk. Utilizou-se Anova two
- way para comparação no efeito do momento (pré x pós), condição experimental (CC x CO)
e interação (momento x condição). Não houve diferença no efeito nas variáveis avaliadas
entre os grupos de intervenção, assim como interação. Reduções significativas foram
observadas respectivamente para CC e CO nas variáveis TAV (-118,00; -86,6g); PC (-2,15; -
1,29 cm); %G (-0,80; -1,63%); MGT (-1,69; -1,67 kg); IMG -0,39; -0,54 (kg/m²); IMC (-0,50;
-0,52 kg/m². Conclui-se que ambos os protocolos de exercício são opções de treinamento a
serem utilizadas, não havendo diferença entre elas, podendo assim, a longo prazo, auxiliar no
tratamento não medicamentoso da obesidade. Ver menos
responsável por uma série de distúrbios metabólicos. Este problema atinge a população no
geral, inclusive militares, podendo comprometer a capacidade operacional individual e, por
sua vez, das Forças Armadas. O exercício físico pode ser considerado uma ferramenta segura
e barata para diminuição de vários indicadores de obesidade, dentre eles o tecido adiposo
visceral (TAV). No Exército Brasileiro (EB), o treinamento físico militar (TFM) tem por
finalidade desenvolver, manter ou recuperar a higidez física e a capacidade combativa da
tropa, empregando métodos de treinamento cardiopulmonares, que podem ser eficientes na
redução do TAV e na recuperação da saúde e operacionalidade dos militares. Visto a
associação do TAV com o risco cardiovascular, é necessário estudar os efeitos dos
treinamentos empregados pelo EB sobre esta variável. Este estudo objetivou avaliar os efeitos
dos treinamentos de corrida contínua (CC) e do cross operacional (CO) no TAV de militares
com sobrepeso / obesidade do EB. A pesquisa foi submetida ao Comitê de Ética em Pesquisa
com Seres Humanos (CAAE: 55950422.0.0000.9433; parecer nº: 5.345.670). Os militares que
consentiram em participar assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. A
amostra foi constituída por 26 militares, do sexo masculino, com o índice de massa corporal
(IMC) = 25 kg/m2
, randomizada em dois grupos: CC e CO com capacidade cardiorrespiratória
de 42,77 ± 6,93 ml/kg/min-1
(CC) e 43,61 ± 5,53 ml/kg/min-1
(CO). Realizou-se um protocolo
de intervenção por 12 semanas, com três sessões semanais. A intensidade e volume foram
aumentados conforme preconizado nos manuais de TFM do EB. Para o CC, considerou-se os
quadros de distribuição de cargas, utilizando como base de cálculo os resultados da corrida de
12 minutos do 1º Teste de Aptidão Física (TAF), realizado no início do estudo. O CO seguiu
um programa de treinamento com progressão de carga em três níveis de intensidade,
identificadas por cores, onde cada uma enfatiza cargas diferentes em cada mesociclo de
quatro semanas. Não houve acompanhamento da dieta alimentar durante o estudo, porém foi
solicitado aos militares que não alterassem seus hábitos alimentares durante a pesquisa. Foram
realizadas, pré e pós-intervenção, avaliações antropométricas e de composição corporal. A
estatura (m) foi medida com estadiômetro com precisão de 2 mm. O perímetro da cintura (PC;
cm) foi medido no ponto de menor perímetro entre a última costela e a crista ilíaca. A
composição corporal foi avaliada por meio de varredura de corpo inteiro em um aparelho GE
Healthcare® DXA. Dados de Massa Corporal (MC), índice de massa corporal (IMC), Massa
Gorda Total (MGT), Massa Magra Total (MMT), índice de massa gorda (IMG) e Percentual
de Gordura Corporal Total (%GC) foram obtidos. O TAV foi avaliado por meio do software
CoreScan, modelo enCore 2015, considerando a região androide (massa em g e volume em
cm³), medido em uma região de 5 cm de largura no abdômen logo acima da crista ilíaca,
coincidindo aproximadamente com a 4ª vértebra lombar no DXA de corpo inteiro pelo
software CoreScan TAV. Adotou-se como ponto de corte < 1025 cm2
ou 1086 g. O gasto
calórico médio nas sessões de treinamento foi monitorado quinzenalmente (semanas (S)1, 3,
5, 7, 9 e 11) , por meio de frequencímetro. Os dados foram analisados no software SPSS
versão 23.0, com a normalidade verificada pelo teste de Shapiro-wilk. Utilizou-se Anova two
- way para comparação no efeito do momento (pré x pós), condição experimental (CC x CO)
e interação (momento x condição). Não houve diferença no efeito nas variáveis avaliadas
entre os grupos de intervenção, assim como interação. Reduções significativas foram
observadas respectivamente para CC e CO nas variáveis TAV (-118,00; -86,6g); PC (-2,15; -
1,29 cm); %G (-0,80; -1,63%); MGT (-1,69; -1,67 kg); IMG -0,39; -0,54 (kg/m²); IMC (-0,50;
-0,52 kg/m². Conclui-se que ambos os protocolos de exercício são opções de treinamento a
serem utilizadas, não havendo diferença entre elas, podendo assim, a longo prazo, auxiliar no
tratamento não medicamentoso da obesidade. Ver menos
The prevalence of obesity is growing worldwide, with central obesity being most responsible
for a series of metabolic disorders. This problem affects the general population, including
military personnel, and can compromise individual operational capacity and, in turn, that of
the Armed Forces.... Ver mais
for a series of metabolic disorders. This problem affects the general population, including
military personnel, and can compromise individual operational capacity and, in turn, that of
the Armed Forces.... Ver mais
The prevalence of obesity is growing worldwide, with central obesity being most responsible
for a series of metabolic disorders. This problem affects the general population, including
military personnel, and can compromise individual operational capacity and, in turn, that of
the Armed Forces. Physical exercise can be considered a safe and inexpensive tool for
reducing several indicators of obesity, including visceral adipose tissue (VAT). In the
Brazilian Army (EB), military physical training (TFM) aims to develop, maintain or recover
the physical health and combat capacity of the troops, using cardiopulmonary training
methods, which can be efficient in reducing TAV and recovering health and operationality of
the military. Given the association of TAV with cardiovascular risk, it is necessary to study
the effects of training used by EB on this variable. This study aimed to evaluate the effects of
continuous running (CC) and operational cross (CO) training on the TAV of
overweight/obese military personnel from EB. The research was submitted to the Human
Research Ethics Committee (CAAE: 55950422.0.0000.9433; opinion no.: 5.345.670). The
soldiers who consented to participate signed an Informed Consent Form. The sample
consisted of 26 male military personnel, with a body mass index (BMI) = 25 kg/m2,
randomized into two groups: CC and CO with cardiorespiratory capacity of 42.77 ± 6.93
ml/kg/ min-1 (CC) and 43.61 ± 5.53 ml/kg/min-1 (CO). An intervention protocol was carried
out for 12 weeks, with three weekly sessions. The intensity and volume were increased as
recommended in the EB TFM manuals. For CC, load distribution tables were considered,
using as a calculation basis the results of the 12-minute run of the 1st Physical Fitness Test
(TAF), carried out at the beginning of the study. The CO followed a training program with
load progression at three intensity levels, identified by colors, where each emphasizes
different loads in each four-week mesocycle. There was no monitoring of the diet during the
study, but the soldiers were asked not to change their eating habits during the research. Preand post-intervention, anthropometric and body composition assessments were carried out. Height (m) was measured with a stadiometer with an accuracy of 2 mm. Waist circumference (WC; cm) was measured at the point of smallest perimeter between the last rib and the iliac crest. Body composition was assessed using a full-body scan on a GE Healthcare® DXA device. Data on Body Mass (BM), body mass index (BMI), Total Fat Mass (MGT), Total Lean Mass (MMT), fat mass index (FMI) and Total Body Fat Percentage (%BF) were
obtained. TAV was evaluated using the CoreScan software, enCore 2015 model, considering
the android region (mass in g and volume in cm³), measured in a 5 cm wide region in the
abdomen just above the iliac crest, coinciding approximately with the 4th vertebra lumbar
spine in full-body DXA using CoreScan TAV software. The cut-off point was < 1025 cm2 or
1086 g. The average caloric expenditure in the training sessions was monitored biweekly
(weeks (S)1, 3, 5, 7, 9 and 11), using a frequency meter. Data were analyzed using SPSS
version 23.0 software, with normality verified by the Shapiro-Wilk test. Two-way Anova was
used to compare the effect of the moment (pre x post), experimental condition (CC x CO) and
interaction (moment x condition). There was no difference in the effect on the variables
evaluated between the intervention groups, as well as interaction. Significant reductions were observed respectively for CC and CO in the TAV variables (-118.00; -86.6g); PC (-2.15; -
1.29 cm); %BF (-0.80; -1.63%); MGT (-1.69; -1.67 kg); IMG -0.39; -0.54 (kg/m²); BMI (-
0.50; -0.52 kg/m². It is concluded that both exercise protocols are training options to be used,
with no difference between them, and can therefore, in the long term, assist in non-drug
treatment of obesity. Ver menos
for a series of metabolic disorders. This problem affects the general population, including
military personnel, and can compromise individual operational capacity and, in turn, that of
the Armed Forces. Physical exercise can be considered a safe and inexpensive tool for
reducing several indicators of obesity, including visceral adipose tissue (VAT). In the
Brazilian Army (EB), military physical training (TFM) aims to develop, maintain or recover
the physical health and combat capacity of the troops, using cardiopulmonary training
methods, which can be efficient in reducing TAV and recovering health and operationality of
the military. Given the association of TAV with cardiovascular risk, it is necessary to study
the effects of training used by EB on this variable. This study aimed to evaluate the effects of
continuous running (CC) and operational cross (CO) training on the TAV of
overweight/obese military personnel from EB. The research was submitted to the Human
Research Ethics Committee (CAAE: 55950422.0.0000.9433; opinion no.: 5.345.670). The
soldiers who consented to participate signed an Informed Consent Form. The sample
consisted of 26 male military personnel, with a body mass index (BMI) = 25 kg/m2,
randomized into two groups: CC and CO with cardiorespiratory capacity of 42.77 ± 6.93
ml/kg/ min-1 (CC) and 43.61 ± 5.53 ml/kg/min-1 (CO). An intervention protocol was carried
out for 12 weeks, with three weekly sessions. The intensity and volume were increased as
recommended in the EB TFM manuals. For CC, load distribution tables were considered,
using as a calculation basis the results of the 12-minute run of the 1st Physical Fitness Test
(TAF), carried out at the beginning of the study. The CO followed a training program with
load progression at three intensity levels, identified by colors, where each emphasizes
different loads in each four-week mesocycle. There was no monitoring of the diet during the
study, but the soldiers were asked not to change their eating habits during the research. Preand post-intervention, anthropometric and body composition assessments were carried out. Height (m) was measured with a stadiometer with an accuracy of 2 mm. Waist circumference (WC; cm) was measured at the point of smallest perimeter between the last rib and the iliac crest. Body composition was assessed using a full-body scan on a GE Healthcare® DXA device. Data on Body Mass (BM), body mass index (BMI), Total Fat Mass (MGT), Total Lean Mass (MMT), fat mass index (FMI) and Total Body Fat Percentage (%BF) were
obtained. TAV was evaluated using the CoreScan software, enCore 2015 model, considering
the android region (mass in g and volume in cm³), measured in a 5 cm wide region in the
abdomen just above the iliac crest, coinciding approximately with the 4th vertebra lumbar
spine in full-body DXA using CoreScan TAV software. The cut-off point was < 1025 cm2 or
1086 g. The average caloric expenditure in the training sessions was monitored biweekly
(weeks (S)1, 3, 5, 7, 9 and 11), using a frequency meter. Data were analyzed using SPSS
version 23.0 software, with normality verified by the Shapiro-Wilk test. Two-way Anova was
used to compare the effect of the moment (pre x post), experimental condition (CC x CO) and
interaction (moment x condition). There was no difference in the effect on the variables
evaluated between the intervention groups, as well as interaction. Significant reductions were observed respectively for CC and CO in the TAV variables (-118.00; -86.6g); PC (-2.15; -
1.29 cm); %BF (-0.80; -1.63%); MGT (-1.69; -1.67 kg); IMG -0.39; -0.54 (kg/m²); BMI (-
0.50; -0.52 kg/m². It is concluded that both exercise protocols are training options to be used,
with no difference between them, and can therefore, in the long term, assist in non-drug
treatment of obesity. Ver menos
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ANDRÉ LUIZ CAMPOS MARTINS DOS SANTOS
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