Função pulmonar em pilotos e combate da Força Aérea Brasileira : Quais efeitos crônicos da exposição?
Maritza Sepúlveda
Teses e Dissertações
Português
2022 DIS: 358.4:612.24 S479f
2022.
82 p. : il.
Orientadora: Prof. Dra. Paula Morisco de Sá
Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Desempenho Humano Operacional da Universidade da Força Aérea como requisito parcial para obtenção do título de Mestre em Desempenho Humano Operacional, 2022
Os Pilotos de combate de Força Aérea Brasileira (FAB) são expostos, constantemente, a
condições que envolvem altitudes elevadas e alta força de aceleração, conhecida como
força G. Diante de tais exposições, a função pulmonar destes sujeitos pode sofrer a
influência dos efeitos adversos, através... Ver mais
condições que envolvem altitudes elevadas e alta força de aceleração, conhecida como
força G. Diante de tais exposições, a função pulmonar destes sujeitos pode sofrer a
influência dos efeitos adversos, através... Ver mais
Os Pilotos de combate de Força Aérea Brasileira (FAB) são expostos, constantemente, a
condições que envolvem altitudes elevadas e alta força de aceleração, conhecida como
força G. Diante de tais exposições, a função pulmonar destes sujeitos pode sofrer a
influência dos efeitos adversos, através de mecanismos de compensação fisiológica. Diante
disso, esse trabalho tem o objetivo de descrever eventuais modificações de função
pulmonar nos pilotos de combate da FAB. Como desenho, apresentamos um estudo
transversal controlado, com amostra selecionada por conveniência, sendo o grupo de
exposição formado por voluntários pilotos de esquadrões de Transporte e de Caça, do Rio
de Janeiro, pertencentes a FAB. O grupo controle foi composto por não-aeronavegantes,
militares ou não, não sedentários e semelhantes ao grupo de exposição nos critérios de
idade, peso e altura. O total de voluntários foi de 39, sendo 19 do grupo de pilotos e 20
controles. Os testes de função utilizados foram Espirometria, Pletismografia e Técnicas de
Oscilações Forçadas no modelo multifrequência, nesta ordem. Como principais resultados
observamos aumento dos valores médios de função pulmonar medidos através da
espirometria no GPilotos em relação ao GControle, com modificação significativa para o
parâmetro VEF1 (p = 0,03), e decréscimo para os parâmetros medidos pela pletismografia,
com modificações significativas para VR (L e %, p = 0,01), CPT % (p = 0,01), VR/CPT (L
e %, p = 0,00), para os parâmetros de análise a partir da Técnica de Oscilações forçadas
observamos valores médios mais elevados para Resistência e Impedância do Sistema
respiratório, porém sem modificações significativas. Na comparação entre três grupos,
GControle, GTransporte e GCaça, observamos situação semelhante considerando valores
progressivos. Quando avaliados de acordo com as horas de voo, observamos valores
médios elevados para as medidas de fluxo pulmonar, decréscimo dos valores médios de
volume pulmonar, e a resistência e a impedância do sistema respiratório aumentaram, de
acordo com o aumento das horas de voo. Diante deste, é possível inferir que as
modificações sutis como as observadas nesta pesquisa, com ligeiro incremento progressivo
da função pulmonar na comparação entre GControle, GTransporte e GCaça, podem ser
reflexo de adaptações do sistema respiratório a exposição do trabalho em altitude elevada,
assim como, sobrecarga G, em pequenas doses e ao longo de muitos anos de trabalho, e
não devem ser desconsideradas. Ver menos
condições que envolvem altitudes elevadas e alta força de aceleração, conhecida como
força G. Diante de tais exposições, a função pulmonar destes sujeitos pode sofrer a
influência dos efeitos adversos, através de mecanismos de compensação fisiológica. Diante
disso, esse trabalho tem o objetivo de descrever eventuais modificações de função
pulmonar nos pilotos de combate da FAB. Como desenho, apresentamos um estudo
transversal controlado, com amostra selecionada por conveniência, sendo o grupo de
exposição formado por voluntários pilotos de esquadrões de Transporte e de Caça, do Rio
de Janeiro, pertencentes a FAB. O grupo controle foi composto por não-aeronavegantes,
militares ou não, não sedentários e semelhantes ao grupo de exposição nos critérios de
idade, peso e altura. O total de voluntários foi de 39, sendo 19 do grupo de pilotos e 20
controles. Os testes de função utilizados foram Espirometria, Pletismografia e Técnicas de
Oscilações Forçadas no modelo multifrequência, nesta ordem. Como principais resultados
observamos aumento dos valores médios de função pulmonar medidos através da
espirometria no GPilotos em relação ao GControle, com modificação significativa para o
parâmetro VEF1 (p = 0,03), e decréscimo para os parâmetros medidos pela pletismografia,
com modificações significativas para VR (L e %, p = 0,01), CPT % (p = 0,01), VR/CPT (L
e %, p = 0,00), para os parâmetros de análise a partir da Técnica de Oscilações forçadas
observamos valores médios mais elevados para Resistência e Impedância do Sistema
respiratório, porém sem modificações significativas. Na comparação entre três grupos,
GControle, GTransporte e GCaça, observamos situação semelhante considerando valores
progressivos. Quando avaliados de acordo com as horas de voo, observamos valores
médios elevados para as medidas de fluxo pulmonar, decréscimo dos valores médios de
volume pulmonar, e a resistência e a impedância do sistema respiratório aumentaram, de
acordo com o aumento das horas de voo. Diante deste, é possível inferir que as
modificações sutis como as observadas nesta pesquisa, com ligeiro incremento progressivo
da função pulmonar na comparação entre GControle, GTransporte e GCaça, podem ser
reflexo de adaptações do sistema respiratório a exposição do trabalho em altitude elevada,
assim como, sobrecarga G, em pequenas doses e ao longo de muitos anos de trabalho, e
não devem ser desconsideradas. Ver menos
The Brazilian Air Force (FAB) combat pilots are constantly exposed to conditions that
involve high altitudes and high acceleration force, known as G-force. Faced with such
exposures, the lung function of these subjects can be influenced by adverse effects , through
physiological compensation... Ver mais
involve high altitudes and high acceleration force, known as G-force. Faced with such
exposures, the lung function of these subjects can be influenced by adverse effects , through
physiological compensation... Ver mais
The Brazilian Air Force (FAB) combat pilots are constantly exposed to conditions that
involve high altitudes and high acceleration force, known as G-force. Faced with such
exposures, the lung function of these subjects can be influenced by adverse effects , through
physiological compensation mechanisms. Therefore, this work aims to describe possible
changes in lung function in FAB combat pilots. As a design, we present a cross-sectional
controlled study, with a sample selected by convenience, with the exposure group formed
by pilot volunteers from Transport and Hunting squadrons, from Rio de Janeiro, belonging
to the FAB. The control group was composed of non-aircraft, military or not, nonsedentary and similar to the exposure group in terms of age, weight and height. The total
number of volunteers was 39, 19 from the pilots group and 20 from controls. The function
tests used were Spirometry, Plethysmography and Forced Oscillation Techniques in the
multifrequency model, in that order. As main results, we observed an increase in the mean
values of pulmonary function measured by spirometry in the GPilots in relation to the
GControl, with a significant modification for the FEV1 parameter (p = 0.03), and a
decrease for the parameters measured by plethysmography, with significant changes for
VR (L and %, p = 0.01), CPT % (p = 0.01), VR/CPT (L and %, p = 0.00), for the analysis
parameters from the Forced Oscillation Technique we observed higher mean values for
Resistance and Impedance of the Respiratory System, but without significant changes.
When comparing three groups, GControle, GTransporte and GCaça, we observed a
similar situation considering progressive values. When evaluated according to flight
hours, we observed high mean values for pulmonary flow measurements, a decrease in
mean lung volume values, and respiratory system resistance and impedance increased with
increasing flight hours. In view of this, it is possible to infer that subtle changes such as
those observed in this research, with a slight progressive increase in lung function in the
comparison between GControl, GTransport and GCace, may reflect adaptations of the
respiratory system to exposure to work at high altitude, as well as, G overload, in small
doses and over many years of work, and should not be disregarded. Ver menos
involve high altitudes and high acceleration force, known as G-force. Faced with such
exposures, the lung function of these subjects can be influenced by adverse effects , through
physiological compensation mechanisms. Therefore, this work aims to describe possible
changes in lung function in FAB combat pilots. As a design, we present a cross-sectional
controlled study, with a sample selected by convenience, with the exposure group formed
by pilot volunteers from Transport and Hunting squadrons, from Rio de Janeiro, belonging
to the FAB. The control group was composed of non-aircraft, military or not, nonsedentary and similar to the exposure group in terms of age, weight and height. The total
number of volunteers was 39, 19 from the pilots group and 20 from controls. The function
tests used were Spirometry, Plethysmography and Forced Oscillation Techniques in the
multifrequency model, in that order. As main results, we observed an increase in the mean
values of pulmonary function measured by spirometry in the GPilots in relation to the
GControl, with a significant modification for the FEV1 parameter (p = 0.03), and a
decrease for the parameters measured by plethysmography, with significant changes for
VR (L and %, p = 0.01), CPT % (p = 0.01), VR/CPT (L and %, p = 0.00), for the analysis
parameters from the Forced Oscillation Technique we observed higher mean values for
Resistance and Impedance of the Respiratory System, but without significant changes.
When comparing three groups, GControle, GTransporte and GCaça, we observed a
similar situation considering progressive values. When evaluated according to flight
hours, we observed high mean values for pulmonary flow measurements, a decrease in
mean lung volume values, and respiratory system resistance and impedance increased with
increasing flight hours. In view of this, it is possible to infer that subtle changes such as
those observed in this research, with a slight progressive increase in lung function in the
comparison between GControl, GTransport and GCace, may reflect adaptations of the
respiratory system to exposure to work at high altitude, as well as, G overload, in small
doses and over many years of work, and should not be disregarded. Ver menos
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