Armas hipersônicas modernas [recurso eletrônico] : oportunidades e desafios para o Brasil
Rodrigo Costa Moura
Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)
Português
2022-2 MOURA TCC/CAP
Rio de Janeiro : Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais da Aeronáutica, 2022.
1 recurso online (12 f.) : digital, arquivo PDF.
Orientador: Israel Cordeiro dos Santos Rocha
Trabalho de Conclusão de Curso (Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais da Aeronáutica) - Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais da Aeronáutica, Universidade da Força Aérea, Rio de Janeiro, 2/2022.
O mundo vem presenciando, em anos recentes, uma corrida armamentista ligada às armas hipersônicas. Misseis balísticos intercontinentais já estão sendo considerados obsoletos por serem passíveis de interceptação por sistemas antimísseis modernos. Em contraste, os armamentos hipersônicos (com ou sem...
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O mundo vem presenciando, em anos recentes, uma corrida armamentista ligada às armas hipersônicas. Misseis balísticos intercontinentais já estão sendo considerados obsoletos por serem passíveis de interceptação por sistemas antimísseis modernos. Em contraste, os armamentos hipersônicos (com ou sem propulsão própria), por sua velocidade e capacidade de manobra, praticamente não são interceptáveis. Nesse contexto, o presente ensaio defende que o investimento consistente em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias hipersônicas eleva substancialmente a capacidade de dissuasão da Força Aérea Brasileira (FAB). Ressalta-se que, em primeiro lugar, deter o domínio de tecnologias hipersônicas críticas garantirá ao Brasil a capacidade estratégica de desenvolver armas hipersônicas nucleares em um espaço de tempo curto, caso uma mudança adversa no cenário geopolítico venha a exigir tal resposta. Em segundo lugar, o domínio das tecnologias hipersônicas também permitirá à FAB produzir armamentos não nucleares de alta letalidade sem risco de infringir acordos internacionais vigentes. Estima-se, por exemplo, que um único planador hipersônico sem carga explosiva seria capaz de afundar por impacto um porta-aviões de grande porte da Marinha americana. Tamanho poderio de destruição, se disponibilizado ao Brasil, certamente elevaria sua capacidade dissuasória. Além disso, sendo o Brasil signatário do tratado de não proliferação de armas nucleares, o desenvolvimento de armas hipersônicas exclusivamente para fins de armamento nuclear poderia expor o Brasil a sanções e embargos internacionais. Em resumo, ao investir continuamente em tecnologias hipersônicas, a FAB ampliará as potencialidades do Brasil no quesito poder aeroespacial e, com isso, sua capacidade dissuasória nas próximas décadas.
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