Possibilidades energéticas do Brasil
Roberto Alves Teixeira
Monografia
Português
1978 ALVES TCC/CCEM
Rio de Janeiro : Escola de Comando e Estado Maior da Aeronáutica, 1978.
105 f.
Este documento é trabalho de Ofirial-Aluno da ECEMAR. Quando não for citada a fonte da matéria, seu conteúdo representa a opinião do autor, não traduzindo necessariamente a política ou prática adotadas na ECEMAR ou na FAB
Documento é resultado dos trabalhos de um Oficial Aluno do Curso Superior de Comando da Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica, 1978
Até final do ano de 1973 o mundo se aproveitou, por várias décadas, de uma situação em que a energia fóssil era barata, o que condicionou a estrutura da economia internacional e das economias nacionais, de cada país a um uso excessivo e ineficiente dos recursos energéticos primários. A...
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Até final do ano de 1973 o mundo se aproveitou, por várias décadas, de uma situação em que a energia fóssil era barata, o que condicionou a estrutura da economia internacional e das economias nacionais, de cada país a um uso excessivo e ineficiente dos recursos energéticos primários. A quadruplicação dos preços do petróleo bruto, no último trimestre de 1973, alterou completamente as relações de troca entre os diversos países, obrigando-os a uma reformulação do problema energético global. Vale lembra r que em face dos preços vigentes em 1970, o preço do petróleo bruto subiu no Oriente Médio, cerca de dez vezes ou 1000%. No Brasil, aproximadamente a metade da energia consumida tem origem no petróleo e gás natural. Embora essa participação relativa - que foi crescente até 1973 - tenha caldo no Governo atual, a situação exige uma política objetiva e firme no sentido de diminuir a dependência externa, no menor prazo possível. A política energética segue as diretrizes contidas no II PND e pode ser resumida do seguinte modo, por fonte de energia primária: - PETRÓLEO E GÁS NATURAL: - Intensificar pesquisas, sobretudo na plataforma 'continental, onde já temos resulta dos bastante significativos. O consumo nacional aparente de derivados do petróleo, em 1974, atingiu 48,2 milhões de metros cúbicos, tendo sido importado, 38,9 milhões, ou seja, cerca de 80%. A produção brasileira foi de 10 milhões de metros cúbicos. O consumo em 1974, cresceu apenas, 8% em face do de 1972; o crescimento foi da ordem de 20%. A diminuição do ritmo de crescimento é resultado das medidas tomadas pelo governo. -RECURSOS HÍDRICOS: -Utiliza todos os aproveitamentos economicamente viáveis do Pais, em termos prioritários, inclusive os da região amazônica, estes muitas vezes associa dos a empreendimentos industriais de porte, com base em mate ria~prima local, além de maximizar a produção das usinas pela interligação e coordenação dos sistemas e consequente uso racionalizado dos recursos hídricos, continua sendo altamente prioritário para suprimento de energia elétrica do nosso Pais. ENERGIA NUCLEAR: -A previsão de um esgotamento progressivo do potencial hidrelétrico ate logo, na região Sudeste do Pais, tornou inadiável, desde o início do atual governo, adotar-se solução alternativa de geração de eletricidade da ordem de 10.000 MW. Até essa data, dependendo naturalmente do comportamento do mercado. Em virtude da comprovada competitividade comercial da energia nuclear, em relação às centrais térmicas convencionais, e de considerações relacionadas com o balanço de pagamento e segurança de abastecimento, ofereceu-se, naturalmente, a opção por um programa de 8 centrais nuclelétricas, a serem instalada a partir de 1982 e até 1990, em sequência já estudada, a nível técnico, no Governo anterior. Dentro do objetivo nacional de crescente autonomia energética, de desenvolvimento da indústria e da tecnologia nacionais, o Governo não podia limitar-se, porém, a aquisição de usinas nucleares no exterior resignando-se simplesmente a operá-las no País. Era indispensável por em marcha um programa que com preendesse, também, a implantação simultânea, no Brasil, de uma indústria de reatores e demais componentes pára usinas nucleares, a criação, em nosso território, de uma capacidade de projetamento e de execução de centrais nucleares e, o que é fundamental 1de uma indústria do ciclo combustível correspondente ao tipo ou linha de reator adotado. Assim é que o Governo autorizou o Ministério das Minas e Energia com a colaboração do Ministério das Relações Exteriores, a negociar, com países amigos, detentores da melhor tecnologia de reatores para fins de geração elétrica,um programa integrado de cooperação industrial e tecnologia em todas as etapas da indústria nuclear, inclusive, e necessariamente, a do ciclo combustível. Dos países contatados, a República Federal da Alemanha foi a que ofereceu resposta mais pronta e completa. A amplitude e a profundidade dos entendimentos teuto-brasileiros viabilizaram inteiramente o programa nuclear brasileiro e resultarão, ainda, no fortalecimento da indústria nacional em setores de vanguarda, no desenvolvimento da tecnologia brasileira e na redução de dependência de importação de energia. - CARVÃO MINERAL:- Pesquisar existência dê novas jazidas de carvão mineral, incentivar o uso das nossas reservas conhecidas, procurando baixar os custos pela renacionalização da mineração e visando diminuir também a dependência de importação de energia, pela substituição. - OUTRAS FONTES:- Incentivar a pesquisa de aproveitamento econômico de novas fontes de energias, tais como o XIS TO BETUMINOSO, a utilização direta de energia solar, geotérmica e eólica, que poderão ter ainda, importância em algumas regiões de nosso território
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