O mar territorial e a aviação de patrulha
Ênio Gomes da Silva
Monografia
Português
1977 ÊNIO TCC/CCEM
Rio de Janeiro : Escola de Comando e Estado Maior da Aeronáutica, 1977.
48 f. : il.
Este documento é trabalho de Ofirial-Aluno da ECEMAR. Quando não for citada a fonte da matéria, seu conteúdo representa a opinião do autor, não traduzindo necessariamente a política ou prática adotadas na ECEMAR ou na FAB
Documento é resultado dos trabalhos de um Oficial Aluno do Curso Superior de Comando da Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica, 1977
O Brasil, desde os primórdios de sua formação, até os dias atuais, veio evoluindo no que diz respeito às suas aspirações, consoante a ampliação de sua acuidade perceptiva e ao avanço tecnológico que se tem observado. Depois de estabelecer suas fronteiras terrestres, volto-se para o mar e aí projetou...
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O Brasil, desde os primórdios de sua formação, até os dias atuais, veio evoluindo no que diz respeito às suas aspirações, consoante a ampliação de sua acuidade perceptiva e ao avanço tecnológico que se tem observado. Depois de estabelecer suas fronteiras terrestres, volto-se para o mar e aí projetou sua soberania até a extensão de 200 milhas Para consolidar essa conquista, mobilizou a Marinha de Guerra, assim como a Força Aérea Brasileira. A Aeronáutica, representada pela Aviação de Patrulha, iria, numa atuação já tradicional, novamente, se desincumbir de mais uma missão envolvendo a preservação da soberania nacional. Num esforço conjunto, Aeronáutica e Marinha elaboram um plano destinado ao patrulhamento do nosso mar territorial, cuja execução se verifica através da "Operação 200 Milhas". O 1/7 Grupo de Aviação desincumbe-se, eficazmente, da missão até a desativação do Netuno - P-15. Dentro do plano de reequipamento da Força Aérea Brasileira, fica estabelecido que o Bandeirante, versão Patrulha EMB-111, é o material aéreo que irá equipar o 1/7 Grupo de Aviação. Constata-se que o componente aéreo da defesa aérea está impecavelmente, instalado, integrando um sistema de defesa apto a sofrer as ampliações que se fizerem necessárias. Gratificante também, é a visão oferecida pelas diversas ex pressões da aviação aerotática; nao se incluindo aí, entretanto, a Aviação de Patrulha. Melancolicamente, verifica-se a ausência de uma aeronave dotada da característica de longo alcance, imprescindível, tanto para equipar uma Aviação Estratégica, quanto para propiciar a reclamada I presença da Aviação de Patrulha, no Atlântico-Sul. Considerada a disposição norte americana de proteger, também, o Atlântico-Sul avocando a si esse encargo, na qualidade de integrante da comunidade de nações do continente americano e, ainda, o recurso do reabastecimento em voo que permite a ampliação do alcance dos nossos vetores de ataque, pretende-se sugerir uma solução brasileira que, a médio prazo, venha preencher a dupla lacuna, ora existente em nosso Poder Aeroespacial e, assim, possibilitar a projeção de nossa I presença sobre o Atlântico e pelo Continente até o Pacífico
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Ênio Gomes da Silva
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