O planador : necessidade de seu uso na Força Aérea
Adolpho Hermann Otto Thiele
Monografia
Português
1976 THIELE TCC/CCEM
Rio de Janeiro : Escola de Comando e Estado Maior da Aeronáutica, 1976.
Documento é resultado dos trabalhos de um Oficial Aluno do Curso Superior de Comando da Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica, 1976
O presente trabalho tem por finalidade mostrar a conveniência de se aplicar o planador, na instrução do vôo a vela, como requisito essencial e econômico, na preparaçao do futuro Cadete do Ar, oriundo de Barbacena. Está plenamente comprovado, e as estatísticas existentes nos dizem, que formar pilotos...
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O presente trabalho tem por finalidade mostrar a conveniência de se aplicar o planador, na instrução do vôo a vela, como requisito essencial e econômico, na preparaçao do futuro Cadete do Ar, oriundo de Barbacena. Está plenamente comprovado, e as estatísticas existentes nos dizem, que formar pilotos de avião a motor, com alunos já volovelistas, permite uma economia de 41% na estrutura de ensino do vôo. Por outro lado, um instrutor da Academia da Força Aérea (AFA) necessita, obrigatoriamente, de mais conhecimentos do que um instrutor de vôo a vela; aqueles são oficiais e estes civis, com remuneração altamente diferenciada. As perdas por incapacidade para o vôo militar, apresentadas na AFA, englobam-se os custos havidos, durante toda a fase de preparação.do futuro Cadete do Ar, em Barbacena. Alêm disto, a existência do voo a vela compulsório, na Escola Preparatõria de Cadetes do Ar (EPCAR), será um fator tanto de emulição quanto de seleção; incrementará ou desenvolverá a mentalidade aeronáutica, o espírito de cooperação e de equipe. Permitirá um redimensionamento em toda estrutura, tanto da EPCAR quanto da AFA, pela menor taxa de atrito consequente. Joaquim Pedro Salgado Filho, primeiro Ministro da Aeronáutica, após voar em planador, no dia 4 de outubro de 1941, em Porto Alegre, disse: ''Isto é uma coisa estupenda que precisamos desenvolver em todo Brasil. Estou pronto a ajudar este empreendimento e o faço com grande orgulho de riograndense, por ser aqui que o voo sem motor tem conseguido tal adiantamento. O Major Ismar Brasil foi quem me deu a primeira emoção de vôo em avião o Senhor Carlos Rhul vem de fazer-me experimentar uma sensação que jamais suspeitei ser tio agradável, levando-me pela primeira vez aos ares num aparelho sem motor·. Voando-se em planador não se pode deixar de sentir maior confiança nos aviões. Se sem motor voa-se com plena segurança, o que se dirá em aparelhos garantidos por bons motores?" O nosso primeiro Ministro soube avaliar o voo a vela; faltou-lhe, porém, a visão do futuro, o nosso presente, onde o combustível triplicou de preço, o País se desenvolve acelerado, as necessidades de segurança são maiores, com custos astronômicos, para, no início do Ministério da Aeronáutica, determinar que se implantasse o que ora propomos: O uso do planador pela Força Aérea, no início da formação dos pilotos militares
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