A enfermagem civil e militar no Ministério da Aeronáutica e a medicina aeroespacial brasileira
Ozéas Coimbra
Monografia
Português
1975 OZEAS TCC/CCEM
Rio de Janeiro : Escola de Comando e Estado Maior da Aeronáutica, 1975.
Documento é resultado dos trabalhos de um Oficial Aluno do Curso Superior de Comando da Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica, 1975
O Hospital é hoje considerado como um empreza sob o ponto de vista administrativo. Constituido de dois grandes corpos – o Corpo Clínico e o Corpo de Enfermagem, ele funciona em regime integral. O Hospital Militar não foge a esta regra. Somente quando penetramos no âmago de suas atividades é que...
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O Hospital é hoje considerado como um empreza sob o ponto de vista administrativo. Constituido de dois grandes corpos – o Corpo Clínico e o Corpo de Enfermagem, ele funciona em regime integral. O Hospital Militar não foge a esta regra. Somente quando penetramos no âmago de suas atividades é que sentimos seus problemas e dificuldades. O que nos detém nesta exercitação monográfica são as dificuldades de entrosamento e relacionamento entre as duas Seções de seu corpo de enfermagem Civil e Militar. Tudo se torna mais difícil quando uma chefia única comanda o Corpo de Enfermagem com seus elementos em dimensão única. Ser a chefia é entregue ao Militar, a Enfermagem Civil não a aceita. Se a chefia é entregue à Enfermagem Civil, o militar aceita por imposição para não se indisciplinar, mas a resistência passiva logo aparecer. Quando escolhemos o título "A Enfermagem Civil e Militar face ao Poder Aeroespacial". Consideramo-lo como poder único, global, com todos os seus componentes, é lógico. Seu poder aeronáutico, poder em pessoal, poder em tecnologia, poder em combate, poder em paz, poder logístico e poder de serviço. Consideramos assim porque todos os trabalham para o mesmo fim: um Poder Único, com mentalidade aeronáutica única. Se um corpo é reunião de órgãos e se órgãos são reunião de células, estas são tão nobres quanto o todo porque participam do mesmo processo. Se as células cerebrais se danificam por um minuto sem oxigênio, toda estrutura estará comprometida. Em assim pensando o suporte de apoio do Corpo Médico é dado pelo Corpo de Enfermagem, na mesma proporção em que o suporte do Hospital é o Corpo Médico. Se a Enfermagem não vai bem nos Hospitais da FAB os Hospitais vão mal e se os Hospitais vão mal, o Serviço de Saúde vai mal e se o Serviço de Saúde vai mal, os demais componentes se ressentam a ponto de quebrar a Unidade do Poder Único e o Poder Aeroespacial. Quando buscamos as causas dos problemas que afligem os Hospitais no seu Setor de Enfermagemm encontramo-lo na origem da sua formação onde há desníveis da instrução e um recrutamento em mais baixo nível. Para complementar o mais baixo nível do recrutamento, ministra-se instrução científica. Mas para complementar o mais baixo nível técnico, torna-se necessário complementar a instrução técnico-especializada. O currículo das Escolas Civis de Enfermagem em nível universitário é praticamente o mesmo da Especialista da Aeronáutica e somente não se nivela porque seu tempo de instrução é menor, mas é fácil estendê-lo em mais um ano. Há pequenas nuanças que marcam as diferenças curriculares e nalguma aspectos, a Escola de Especialistas é até mais completa sob o ponto de vista científico e técnico-especializado. Isto se deve também às diferentes características funcionais dos Quadros Civis e Militar. Enquanto a Enfermagem Civil é mais aliviada por somente cuidar da Pátrica da Enfermagem e pequena parte de Administração da Enfermagem, a Enfermagem Militar é agravada pelas missões militares, pelo serviço em campanha, pelas responsabilidades do Militar-profissional, pela instabilidade de pouso (classificação), pela obrigatoriedade de aperfeiçoamento e pela diversificação de suas atividades. As dificuldades de entrossamento e relacionamento trazem dentro de si, uma série de negativas que se traduzem por uma situação humilhante de ser considerado de mais baixo nível, quando na prática não o é, pelo uso de um título que o Ministério da Aeronáutica lhe confere oficialmente, mas que legalmente é como se não existisse porque não é reconhecido pelo MEC – o título de Enfermeiro. Isto gera problemas de administração, problemas de ordem técnica, de estímulo e até mesmo problema de ordem disciplinar porque um não se submete à chefia do outro. A Enfermeira não admite ser supervisionada ou chefiada por um Auxiliar de Enfermagem (que é o Sargento Enfermeiro) e o Sargento Enfermeiro por ser militar, não deseja se submeter à autoridade civil da Enfermagem que é de deu mesmo círculo. Tudo redunda em baixa produtividade onde há tensões e insatisfação. O problema existe no Exército e Marinha brasileiro também está agora não se encontrou o caminho a seguir para romper esta barreira que cria dois compartimentos estanques na Enfermagem que deve ser um nó. A Força Aérea Americana eliminou o problema. Criou o Quadro Independente de Oficiais Enfermeiras em acesso até o posto de General, tendo como Auxiliares, seu corpo de voluntárias com responsabilidade mais limitadas. Embora nossas mentes não admitam tal estágio, a solução aliebígenas eliminou o problema e concedeu uma respeitável posição ao seu corpo de Enfermagem. Não pretendamos ir hoje tão longe, mas propormos que seja eliminado o desnível técnico para eliminar as consequências morais, intelectuais e práticas através de um Quadro de Oficiais Enfermeiros e um Quadro Auxiliares de Enfermagem para Cabo e Sargentos
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