A coluna vertebral do piloto militar da FAB
Lauro Carneiro
Monografia
Português
1975 LAURO TCC/CCEM
[A coluna vertebral do piloto militar da Força Aérea Brasileira]
Rio de Janeiro : Escola de Comando e Estado Maior da Aeronáutica, 1975.
Documento é resultado dos trabalhos de um Oficial Aluno do Curso Superior de Comando da Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica, 1975
As necessidades de fixarmos uma Estratégia para o Desenvolvimento são complementadas, com igual ênfase, por uma programação paralela de Estratégia para a Segurança. Esta última insere-nos no contexto do Poder Nacional como o instrumento de aplicação de urna força bélica, aeroespacial, capaz de, por...
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As necessidades de fixarmos uma Estratégia para o Desenvolvimento são complementadas, com igual ênfase, por uma programação paralela de Estratégia para a Segurança. Esta última insere-nos no contexto do Poder Nacional como o instrumento de aplicação de urna força bélica, aeroespacial, capaz de, por si só, converter-se num poder de dissuasão. Para podermos ostentar as características de "Força em ser" cumpre armar convenientemente a FAB, seja pela criação de uma Força Aeroestratégica, de um sistema eficiente de Defesa Aérea, adquirindo equipamento aéreo no Exterior ou produzindo nossas próprias aeronaves mísseis. Graças à competitividade de poder, as aeronaves militares tornam-se cada vez mais sofisticadas e mais exigentes da participação psicológica e física do Piloto. O poder da máquina vai ultrapassando os limites de cada concepção, em matéria de desempenho, o que impõe ao Piloto acelerações, condicionamentos e padrões comportamentais, entre tantas exigências, cada vez mais intensivos e complexos. Já o desempenho do Homem e programado, como num computador e, malgrado sua capacidade de adaptação, a defasagem entre ele e a máquina vai-se acentuando, com a evolução tecnológica. A coluna vertebral humana e um dos pontos fracos desse desempenho, mas, ao contrário dos sistemas cardiovascular, respiratório e órgaos dos sentidos que, em" handicap", comprometem de imediato a operação aérea, a coluna vai mostrar os efeitos danosos "a posterior!". Daí ter sido, sempre, um objeto de preocupação secundária da Medicina Aeroespacial. Esta última, hoje incorporada, nos Laboratórios de Pesquisa, a Biotecnologia Aeroespacial, vem estudando e desenvolvendo projetos de adaptação do Piloto às crescentes exigências das aeronaves, inclusive no que concerne aos problemas da raque ocasionados pela atividade aérea, formatos de assentos ejetáveis, desproporção antropométrica etc, etc… Ora, a Política de Pessoal da FAB, consubstanciada nas DIPLAN 6701 e 680l, considera e exalta o Homem como suporte do Poder Aeroespacial da Nação, além de valorizar o seu trabalho. Seria contraditório proporcionar-lhe uma aeronave de alta performance e um rÍgido adestramento, sabidamente atentatórios à sua integridade física e não lhe assegurar um suporte biotecnológico à coluna vertebral. No entanto, limitamo-nos a oferecer-lhe o tratamento médico para os resultados deletérios dos danos. Nesta Exercitação Monográfica, mostramos como a espinha do Piloto Militar pode ser afetada pela sua atividade especÍfica e como estamos despreparados, na FAB, para alicerçar quaisquer pesquisa ou treinamento em simuladores apropriados, a fim de preserva-la de danos. Por deficiências de cadastramento de Medicina Aeroespacial, na FAB tivemos que nos louvar em pesquisas estrangeiras, das quais extrapolamos os resultados para nosso proveito, considerando a universalidade do problema e a unidade anatomica e funcional do Homem. Pleiteamos, por fim, a criação de um Instituto de Biotecnologia Aeroespacial, onde Médicos, Engenheiros, Pilotos de provas e Especialistas em Aeronaves, trabalhem, em conjugação de esforços, no sentido de criarem um "know-how" brasileiro, condizente à evolução futura de nossa indústria aeronáutica.
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