Ações psicológicas
Nylson de Queiroz Gardel
Monografia
Português
1974 GARDEL TCC/CCEM
Rio de Janeiro : Escola de Comando e Estado Maior da Aeronáutica, 1974.
Documento é resultado dos trabalhos de um Oficial Aluno do Curso Superior de Comando da Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica, 1974
Nos dias de hoje, cada vez se torna mais evidente a aplicação da Psicologia nas ações militares. Daí, surge a crescente necessidade de se conhecer, com profundidade, a Psicopolítica e sua elevada importância na atuação sobre as massas, dimensionada, nas Força Armadas, com Operações Psicológica. Ao...
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Nos dias de hoje, cada vez se torna mais evidente a aplicação da Psicologia nas ações militares. Daí, surge a crescente necessidade de se conhecer, com profundidade, a Psicopolítica e sua elevada importância na atuação sobre as massas, dimensionada, nas Força Armadas, com Operações Psicológica. Ao términio da II Grande Guerra, o então General Dwight D. Eisenhover assim se expressou: "Sem dúvida, a guerra psicológica provou seu direito de ocupar um lugar de honra no nosso arsenal militar". Da mesma forma, a Ação Psicológica representa uma atividade considerada essencial ao desenvolvimento de uma nação. Assim, esses conceitos são apresentados, em sua verdadeira dimensão, dentro de seus objetivos específicos, possibilitando uma permanência mais detalhada no que diz respeito às coletividades não-antagônicas, pela posição essencialmente pacífica de nosso país, e carente, ainda, uma verdadeira doutrina de Ação Psicológica. O comportamento das masas é sensibilizado, fundamentalmentem pela Comunicação, cujos sistemas passaram a controlar as coletividades, despersonalizando o Homem. Marshall McLuhan, o "papa da cultura de massa" afirma que as comunicações exercem uma influência coatora sobre os homens e a sociedade, Toda comunicação, desde o alfabeto fonético ao computador, são extensões do homem e causam-lhe profundas e duradoras mudanças, transformando seu meio-ambiente. Dessa forma chegamos ao esquemas do processo da Comunicação Social, das Relações Públicas e da Ação Psicológica, penetrando no mundo instrumental desta última, representando, principalmente, pela Propaganda, Contrapropaganda e Informação. Somente nos colocando ao lado de qualquer fenômeno e tendo uma visão de conjunto, podemos descobrir seus princípios operativos e suas linhas de força. Ao abordar as técnicas, os tipos, o emprego, as nuanças desses instrumentos, buscamos fundamentar a essencialidade de nossos argumentos. Como saber se estamos agindo certo ou errado na área de Ação Psicológica?… Ou mesmo, se nem estamos agindo?… - buscando a resposta apresentamos uma síntese do sistema adotado pelos Estados Unidos da América do Norte e comparamô-lo com o nosso, representado, em alto nível, pela política da AERP e pela eficiente iniciativa do Exército, que adotou a 5a Seção como centro de funcionamento. Fruto dessa comparação, despertamos para um estudo brasileiro do problema de Ação Psicológica e tentamos apresentar o que seria uma 5a Seção na Força Aérea Brasileira, com sua organização, seus organogramas, seu funcionamento e sua missão. Não Há nada radical nesse estudo, exceto que, por alguma razão, alguns não lhe têm dado a seriedade devida. Pessoalmente, temos uma grande fé na adaptabilidade da Aeronáutica ao tipo de atividade que aqui lhe atribuimos de forma inovadora. O caminho é longo, mas já principiamos a jornada. Pode ser, (quem sabe?), que a história de 5a Seção na Força Aérea comece quando a última página deste trabalho for virada!...
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Nylson de Queiroz Gardel
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