Gestão estratégica de Defesa : uma análise dos processos brasileiros
Fábio Sahm Paggiaro
Teses e Dissertações
Português
2018 DIS355.4(81) P135g
2018.
174 f.
Dissertação apresentada à Coordenadoria de Pós-Graduação da Universidade da Força Aérea, como parte das exigências do curso de Mestrado Profissional em Ciências Aeroespaciais, 2018.
A História da Humanidade demonstra que os Estados não poderiam prescindir do preparo de sua defesa para garantir a própria sobrevivência e o bem-estar de seu povo. Esse preparo depende da mobilização de recursos políticos, econômicos, diplomáticos, militares e morais de uma nação. É, portanto, um...
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A História da Humanidade demonstra que os Estados não poderiam prescindir do preparo de sua defesa para garantir a própria sobrevivência e o bem-estar de seu povo. Esse preparo depende da mobilização de recursos políticos, econômicos, diplomáticos, militares e morais de uma nação. É, portanto, um tema multidisciplinar que envolve todos os recursos nacionais. Para mobilizá-los, são necessários processos sinérgicos de gestão estratégica concebidos e coordenados a partir da cúpula decisória da Nação, visando criar um futuro desejado ou enfrentar eventos futuros conhecidos ou previsíveis. Entretanto, no caso brasileiro, não se encontrou, nos documentos pesquisados, um arcabouço processual especificamente voltado à defesa nacional que articule as correspondentes ações entre as esferas federal, estadual e municipal, tampouco entre os Poderes da República. Observou-se que a gestão estratégica de defesa brasileira se compõe de um conjunto de processos inter-relacionados, porém com incongruências ou contradições que dificultam sua visualização geral, bem como sua compreensão. Dessa condição, originou-se o objetivo geral desta dissertação, qual seja: identificar e analisar como se estruturam os processos brasileiros de gestão estratégica da defesa. Aderente às Linhas de Pesquisa da Pós-Graduação da Universidade da Força Aérea (UNIFA), este trabalho visou a melhor compreensão dos processos de gestão estratégica de defesa, o que permitirá seus futuros aperfeiçoamentos. Estes, por sua vez, concorrerão para o fortalecimento das capacidades de defesa do Estado brasileiro, das quais faz parte o Poder Aeroespacial. Adicionalmente, não foram encontradas pesquisas científicas anteriores relacionadas ao tema e com o enfoque adotado. Como resultado, conclui-se que os processos brasileiros de gestão estratégica de defesa não permitem identificar aderência à estrutura organizacional de República Federativa do Brasil, ao referencial teórico da Gestão Estratégica, nem à adoção de um método geral que os sistematize. Não há previsão legal para um sistema ou plano especificamente instituído para a defesa nacional. Esses processos estão dispersos em dispositivos constitucionais e infraconstitucionais, em políticas e estratégias de nível nacional e setorial, bem como em modelos de gestão do Ministério da Defesa.
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Jasper, Flávio Neri Hadmann
Orientador
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Fábio Sahm Paggiaro
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Nº de exemplares: 2
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