A indústria aeronáutica nacional : perspectiva quanto ao suporte do preparo e emprego da Força Aérea Brasileira
Alexandre Fernandes Ramos
Teses e Dissertações
Português
2018 DIS355.45(81) R175i
2018.
119 f.
Dissertação apresentada à Coordenadoria de Pós-Graduação da Universidade da Força Aérea, como parte das exigências do curso de Mestrado Profissional em Ciências Aeroespaciais, 2017.
Acesso restrito
A presente dissertação propõe uma reflexão sobre a atuação da indústria aeronáutica brasileira quanto a capacidade de atendimento das necessidades de suprimento e manutenção dos principais meios aéreos de projeção de poder da Força Aérea Brasileira, quais sejam: as aeronaves F-5E/F e A-1. Os...
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A presente dissertação propõe uma reflexão sobre a atuação da indústria aeronáutica brasileira quanto a capacidade de atendimento das necessidades de suprimento e manutenção dos principais meios aéreos de projeção de poder da Força Aérea Brasileira, quais sejam: as aeronaves F-5E/F e A-1. Os objetivos a serem perseguidos se referem: a) à descrição das políticas públicas federais que orientam o setor industrial de Defesa, com ênfase na importância dos mecanismos de offset e de nacionalização implementados pela Aeronáutica com vistas ao fortalecimento do suporte ao preparo e emprego do poder aéreo; b) à identificação do perfil de mercado das empresas que compõem o complexocientifico-tecnológico e industrial quanto a suas afinidades com as tecnologias de emprego militar aeronáutico; c) analisar a destinação de recursos financeiros em proveito do suporte às aeronaves F-5E/F e A-1; e, ainda, d) Identificar os índices de disponibilidade operacional dos meios aéreos de projeção de força da FAB, bem como os fatores que afetam essa disponibilidade. A pesquisa será qualitativa, a partir de levantamentos documentais para o estudo dos projetos das aeronaves F-5 e A-1 da FAB, bem como quantitativa, a partir da coleta e análise de seus índices de disponibilidade a partir do ano de 2009 até o ano de 2015; período que se justifica no sentido de que compreende a entrada em vigor da Estratégia Nacional de Defesa (END), em 2008, passando pelo período de sua 1ª revisão quadrienal em 2012, quando foram estabelecidos e ratificados os objetivos estratégicos para a Força Aérea Brasileira. Os resultados obtidos apontaram que, apesar das inúmeras iniciativas por parte da Aeronáutica, ao longo das décadas de 1960, 1970 e 1980, no sentido de estruturar uma indústria aeronáutica nacional com autonomia tecnológica em proveito do poder aéreo, tendo a criação da Embraer como seu maior marco, tal desiderato não foi obtido, uma vez que tanto as aeronaves F-5 com as aeronaves A-1 apresentam índices de disponibilidades operacionais abaixo de 40% e de 30%, respectivamente. Tal deficiência logística pode ser explicada não só pelo afastamento da indústria aeronáutica dos negócios do setor de defesa ao longo dos anos, como também pela precária destinação de recursos orçamentários para a continuidade de políticas públicas para o setor. A pesquisa prossegue para emoldurar os cenários dos conflitos armados do futuro, os quais devem ser considerados para a definição das novas tecnologias e plataformas aéreas, assim como, em considerações finais, releva os cuidados que merecem ser tomados quanto a implementação de planejamentos orçamentários de longo prazo para evitar a descontinuidade e obsolescências de meios materiais, o que pode comprometer o poder dissuasório intrínseco ao poder aéreo nacional, prejudicando a consecução dos assuntos externos do Brasil, em especial em seu entorno estratégico.
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Material localizado na Assessoria de Inteligência (AINT)
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